Saia do armário e venha para o lado da Realidade Virtual

Por Renata Frade

 

Olá, querida empreendedora tecnológica, ou mulher fascinada por este universo que nos acompanha. Como prometido em meu último artigo no blog do Girls in Tech Brazil, vamos falar agora sobre Realidade Virtual (RV, conhecida como Virtual Reality). É um tema atual, que fascina e ao mesmo tempo espanta, afugenta. O novo e a sua gama de múltiplas e infinitas possibilidades de interação humana – desde conhecimento, engajamento por consumo de informação, formação de redes, comércio, ´robotização´´ de nosso cotidiano em uma internet das coisas a entretenimento – confunde. Mas não foi assim quando surgiu a internet? Ou quando apareceram aparelhos disruptivos no Mercado, como iPhone e Google Glass? Está na hora de você entrar para valer neste mundo cheio de oportunidades de inovação e negócios.

 

Como desenvolvedora tecnológica, compartilho uma vivência corriqueira em reuniões e eventos. A maioria dos clientes acaba recebendo uma aula sobre realidade virtual. O campo pode ser ainda considerado recente e, mais uma vez vivo a experiência de ser evangelizadora e descortinar mitos e verdades em torno de funcionalidades e plataformas envolvidas. Vivi isso com meu sócio Bruno Valente em 2010 quando fomos os primeiros a criar livros digitais em aplicativos e ePubs, e na época, ainda nem  existiam e-readers e tablets como vemos hoje! Então, através de pesquisa e muita dedicação, mostramos que sim, essa tecnologia está disponível no país e está sendo feita por gente competente. E não, não necessariamente o custo é astronômico. São ainda poucos os desenvolvedores, é fato. Mas nenhuma empresa, marca ou serviço quer ficar atrás da concorrência, mesmo em tempos ainda de crise.

 

Minha experiência de quase 10 anos pesquisando e desenvolvendo transmídia, com passagem em curso no MIT, apontou que a realidade virtual é mais uma dentre diversas mídias existentes para que seres humanos compartilhem experiências. Contudo, neste caso são ainda mais imersivas, profundas na interação e no contato com dados. Mais do que saber como óculos e beacons funcionam, entre outros aparatos que logo chegarão ao consumo de massa e demandarão a produção de conteúdos para todo o tipo de público e consumidor, é necessário ligar os pontos de dados tangíveis e intangíveis que façam sentido e prolonguem a experiência online.

 

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Jornais (como NYTimes e The Guardian), revistas (Grupo Condé Nast), games, produtoras de filmes e séries de TV (HBO, Discovery) já vivenciam no exterior novos formatos que ampliam e interessam ao consumidor espectador em torno da informação. Esses veículos convocam pessoas a se engajar e a fazer parte de uma corrente, uma rede de emissão e recepção em um novo cenário multimídia inexorável.

 

Do que se trata a Realidade Virtual? Através do uso da tecnologia computacional é possível criar um ambiente simulado. Ao contrário de outras interfaces de usuários, a RV coloca o usuário em uma experiência imersiva. Ao invés de assistir a uma tela em frente a eles, os usuários são imersos e capazes de interagir com mundos criados em 3D e de maneira ativa.  

 

O site Venture Beat publicou recentemente um artigo (Virtual reality could usher the dawn of gender equity in tech) que cai como uma luva em nosso caso para falar sobre este tema. Segundo a publicação, o campo de trabalho em realidade virtual representa um mundo sem limites de possibilidades para desenvolvedoras tecnológicas e pode, quem sabe, acabar ou diminuir drasticamente com a diferença de salários e oportunidades em tecnologia oferecidas a homens e mulheres. A reportagem mostra uma pesquisa realizada com 108 startups de VR na Europa, Américas do Norte e do Sul, Ásia e Austrália e o resultado apontou que cada vez mais pessoas do sexo feminino estão assumindo posições de liderança e estão sendo procuradas nos processos de seleção em empresas. Há um campo promissor de oportunidades também para aquelas que queiram criar suas próprias empresas de VR, com mais facilidades de captação de recursos em fundos do que há alguns anos, segundo a reportagem.  
Por isso, arregace as mangas, procure bons cursos e bons especialistas. Você pode sonhar grande, só depende de você. E, se precisar de uma mãozinha nisso, será um prazer te ajudar.

 

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SOBRE RENATA FRADE:

Jornalista formada pela PUC-RJ, faz parte do Board do Girls in Tech. É sócia-fundadora da Punch!, empresa de comunicação estratégica, transmídia e tecnologia.

Desenvolve inteligência de engajamento, informação e conexões em rede, palestrante e empreendedora tecnológica. Palestrante, consultora e desenvolvedora em eventos, empresas como startups.

Realizou curso sobre Transmedia no M.I.T. (Massachusetts Institute of Technology) em 2012; especializou-se em Novas Mídias em Stanford, em 2016.

Mestre em Literatura Brasileira pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro), foi uma das criadoras na Punch! o primeiro projeto multiplataforma transmídia de literatura nacional para jovens, LitGirlsBr.

Pós-graduada em Jornalismo pela UniverCidade/jornal O Dia. Realizou e-MBA em Gestão de Comunicação Corporativa pela Faculdade Álvares Penteado/ Comunique-se.

Atua na área de Comunicação há 15 anos. Foi Gerente e Executiva de Contas em agências de comunicação como a multinacional norte-americana Edelman, maior agência PR do mundo e dos EUA.

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