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Texto: Juliana Sampaio / Fotos: Marden Nascimento/Senac Rio

A iniciativa global Girls in Tech promoveu seu 4º meetup no Rio de Janeiro, dia 13 de abril, às 19h, no Olabi Makerspace. O encontro, que recebeu cerca de 50 pessoas, teve palestra de Silvana Bahia, que alia feminismo, tecnologia e diversidade, e é facilitadora da RodAda Hacker e coordenadora do Olabi, espaço de aprendizagem de novas tecnologias no Rio. Além da palestra e de momentos de networking, este meetup teve rodada de Pitchs de um minuto e contou com parceria do Senac.

 

35_13 de abril de 2016-edAbrindo o encontro, Monique Corrêa, codiretora executiva do Girls in Tech (GiT) Brazil, falou às presentes sobre as ações e objetivos da GiT no país. Além disso, Monique falou sobre o Lady Pitch Night, concurso para startups fundadas ou co-fundadas por mulheres, que será realizado em 11 de maio, no espaço CUBO Network em São Paulo.

 

Em seguida, foi a vez de Silvana Bahia começar sua fala, costurando sua trajetória desde a faculdade de comunicação chegando a direção do Olabi Makerspace. Um divisor de águas para Silvana foi sua participação no RodAda Hacker, para fazer o site do filme Kbela que trata da relação da mulher negra e seu cabelo. A partir daí, Silvana tornou-se facilitadora da RodAda, atividade que desempenha até hoje.

 

17_13 de abril de 2016_edA RodAda Hacker é uma rede focada no estímulo à apropriação de novas tecnologias por meninas e mulheres, que se baseia na realização de oficinas colaborativas especialmente desenhadas para o público feminino. Os encontros, para quem quer imaginar e construir projetos incríveis e recriar tecnologias da rede, ocorrem desde 2012 em diversas partes do país. Seu nome é em homenagem a Ada Lovelace, a 1ª pessoa na história a escrever uma linha de código. Em 2015, a RodAda ganhou um incentivo da Prefeitura de São Paulo e realizou 6 rodadas, o site e seu manual. Silvana atuou à frente da organização dessa empreitada que contemplou lugares como Capão Redondo, lugar marcado pela violência.

 

“Nesses espaços as pessoas ainda não sabem do que são capazes. Eu sempre falo isso: a gente faz muito download e pouco upload. O que muda quando as mulheres fazem? O que muda quando mulheres negras de periferia fazem?”, comenta Silvana.

 

Já o Olabi Makerspace é uma empresa social focada em estimular a aprendizagem de novas tecnologias e estimular a inovação social no país fundada em 2014. Em sua sede em Botafogo, na zona sul do Rio, eles mantem um makerspace — um espaço experimentação, no qual pessoas compartilham ferramentas, máquinas e conhecimentos. Um ambiente transdisciplinar de estímulo ao desenvolvimento de projetos e protótipos a partir das possibilidades que a fabricação digital, sensores e microcontroladores trazem para a resolução de (velhos e novos) problemas locais (e globais). Coordenando o Olabi desde dez/2015, Silvana falou sobre os usos de tecnologia.

 

155_13 de abril de 2016_ed“As tecnologias não são neutras. Os apps são impregnados pela cultura daqueles que os fizeram. Como nós pensamos soluções tecnologias para nossos problemas? Uma das missões do Olabi é contribuir para a diversidade na produção de novas tecnologias. O estereótipo dos que produzem tecnologia nunca é de uma mulher e se for, não vai ser de uma mulher negra”, disse ela.

 

O público participou ativamente fazendo perguntas e trocando experiências durante o evento. Para encerrar, durante a rodada de pitchs de 1 minuto, apenas um projeto foi apresentado: a Bobags, serviço de aluguel de bolsas de grife.